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Você tem maturidade emocional?

MONIQUE GISELE GASQUI | CRP 108849/06 | Pós graduada em Psicologia Clínica: Terapia Cognitivo Comportamental | Pós graduada em Psicologia da Saúde/Hospitalar

A arte de viver em paz com o que não podemos mudar. É deixar uma visão egocêntrica para compreender a existência de um mundo maior e mais complexo, que nem sempre atenderá nossas expectativas, necessidades ou até ilusões. Quando aprendemos que a maioria das coisas não pode ser mudada, ficamos leves.

Uma dos mecanismos que dificulta a maturidade emocional é negar a realidade, que é um enfrentamento imaturo e inadequado, porque nos apegamos às ideias rígidas que não queremos mudar ou porque não temos os mecanismos psicológicos necessários para enfrentar a situação, citando um exemplo muito claro que estamos vivenciando é o COVID-19.
Negar a realidade, não mudará os fatos, mas sim, levará a tomar decisões menos adaptativas que podem causar mais danos. A pessoa madura aceita a realidade, pois significa enfrentar, a cada nova fase que chega, sempre com consciência.
Por essa razão, a maturidade psicológica passa pelo autoconhecimento, este é essencial para lidar com os problemas e obstáculos que a vida nos coloca diariamente, mas nem todas as pessoas atingem esse nível de autoconhecimento e acaba criando problemas, alimentando infelicidade e puro caos interior, daí a grande importância de fazer psicoterapia para a arte de encontrar o seu equilíbrio interior.
Em tempos de pandemia, não implica você aceitar tudo o que acontece ao seu redor, mas ser capaz de ver com outros olhos o que esta acontecendo, aproveitando para colocar em prática a resiliência, para nos conhece melhor e crescermos.
A verdadeira maturidade psicológica acontece quando praticamos aceitação inteligente, quando enxergamos a realidade nos olhos, e, ao invés da fuga, nos perguntar: “Qual é a minha parte sobre a realidade que esta acontecendo?” “O que devo fazer?”. Penso que esse é o melhor caminho para se chegar a um resultado eficaz, porque embora a realidade possa ser dolorosa, não ficamos presos no papel de vítimas sofredoras, mas protegendo nosso equilíbrio emocional adotando uma atitude sábia.
A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e se livrar da tristeza que possa ter sido causado por aquilo que nos feriu ou nos contrariou, não é nada fácil na prática, mas precisamos tentar alcançar a maturidade emocional para assim nos tornarmos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e com maior disponibilidade para usufruir os aspectos agradáveis.
As pessoas que alcançam este nível são de humor estáveis, reconhecem o erro, seguem em frente com otimismo e coragem, e são capazes de despertar a confiança daqueles que convivem, como: bons parceiros sentimentais, bons amigos, colegas de trabalho, e afins.
Portanto, temos que ter em mente a principal condição da vida para viver com serenidade e alegria, que é o PRINCÍPIO DA INCERTEZA, ou seja, não sabemos responder as questões essenciais que caracterizam nossa existência: qual o sentido da vida, de onde viemos, para onde vamos, por quanto tempo estaremos aqui e é aqui que temos que construir nosso castelo com persistência mesmo sabendo que ele pode desabar a qualquer momento.
Como diz Shankara:
“Não precisa haver sofrimento para aprender alguma coisa sobre a vida. Use a inteligência emocional. Assim pode se manter lúcido o suficiente para perceber, absorver e entender. Não consegue ser inteligente emocional, pelo menos preste atenção ao seu redor. Uma pessoa que é emocionalmente inteligente é aquela que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade. Tente, uma hora consegue. Tentemos todos, uma hora qualquer conseguiremos.”
Caros leitos, bem vindos a maturidade emocional!

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