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Ser grato: tudo o que é dado, é uma dádiva

MONIQUE GISELE GASQUI | CRP 108849/06
Pós graduada em Psicologia Clínica: Terapia Cognitivo Comportamental | Pós graduada em Psicologia da Saúde/Hospitalar

Caros leitores, vocês tem o hábito de agradecer? Ou reclama da vida, do mundo, do trabalho, e de tudo!? Pense aí e segue comigo.
Gratidão é um sentimento, é uma atitude nobre e já dizia William Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes.” Ela não exige ajuda de outras pessoas, é algo do seu interior, onde só você tem acesso e não exige riqueza. A gratidão enfim, é o combustível para a vida, é estar em harmonia com o que somos, é uma arte que transforma o nosso olhar sobre o mundo, sobre cada acontecimento e sobre a vida.

Por pior que seja o momento, a sua dor, a sua doença, vai passar e nada melhor do que ser grato por mais um dia, por exemplo, e perceber que tudo o que acontece é aprendizado, é uma lição para algo que você deve aprender ou amadurecer como pessoa.
Caros leitores, a gratidão não é igual ao ato de agradecer, mesmo porque este, é mecânico. A gratidão exige mais: é reconhecimento, valorização e contentamento. Exemplo: você foi infectado pelo Covid-19 e sai bem. Olha para o cenário catastrófico de tantas mortes ocorrendo e percebe que podia ter morrido. Aí vem a sensação de gratidão pela sua vida.
A chave para você poder desenvolver a gratidão é saber ver. É considerar a experiencia devida como uma demonstração de que muitas coisas podem ser diferentes de nossas expectativas.
Já foi comprovado cientificamente que a gratidão é benéfica para:

  • Novos relacionamentos mais profundos e duradouros;
  • Melhora a saúde física para uma maior longevidade;
  • Melhora a saúde mental aumentando a felicidade, reduzindo os pensamentos e sentimentos negativos como inveja, e, como consequência, diminui a depressão;
  • Aumenta a empatia e reduz a agressividade, sendo mais amáveis e compreensivos uns com os outros, mesmo com aquelas pessoas não muito agradáveis, e o melhor, menos desejo de buscar vingança;
  • Dormem melhor, pois praticam antes de dormirem a gratidão pelo dia, por tudo que aconteceu de bom e ruim, por exemplo.
  • Melhora a autoestima, sendo capazes de apreciar e reconhecer as realizações de outras pessoas, ou seja, não se comparam, e ainda;
  • Melhora o equilíbrio mental reduzindo o stress e na superação de traumas.
    Agora, leitores, vamos lá no início do artigo que fiz a pergunta, lembram? Se você é uma pessoa que reclama, tenho certeza, que muitas delas, são miudezas, bobagens, insignificantes, não é mesmo? Falo ainda duas coisas entre milhares de outras que deveria ser grato, mas não é, como por exemplo: com as relações falhadas, você pratica o perdão e lhe dá a oportunidade de conhecer pessoas que façam sentido na sua vida, mas você reclama. Outro exemplo: seus erros e medos, você precisa deles para vencer obstáculos, mas você reclama. Até nas coisas que “achamos ruins” deveríamos ser gratos.
    Como conseguir a gratidão? Através do autoconhecimento e mudança de linguagem como por exemplo: “Nada vai bem na minha vida” pelo “Está tudo certo e tudo é como deveria estar”.
    Vou terminar este artigo com um trecho de um dos textos de “Osho”, na qual sou apaixonada, que diz assim:
    “Sinta-se tão grato à existência quanto possível, pelas pequenas coisas, e não somente pelas grandes…simplesmente por estar respirando. Não temos a reivindicar à existência; assim, tudo o que é dado é uma dádiva…. e termina o texto dizendo: “esse é um dos segredos mais importantes a serem aprendidos.”
    Cultive a gratidão! É hábito!
    Gratidão leitores!

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