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Aprendendo a gostar da caminhada para alcançar a linha de chegada

BRUNA SANTORO MILANI | CRP 06/126178
Psicóloga (PUC-SP)

Bem vindo 2020!

Já notou como todo início de ano somos tomados por um sentimento de esperança de um novo recomeço? E, assim, seguimos o início de ano con-fiante, fazendo promessas, planos, planilhas… Enfim, nos preparando para uma nova fase, nova oportunidade que se inicia. Já percebeu que as primeiras semanas trazem uma persistência, do qual chamamos de determinação pessoal, pouco comum, se comparados às outras restantes do ano?
Obviamente essa história, que você já percebeu em anos anteriores, não costuma ter um final lá muito feliz e o entusiasmo recém-chegado, bem sabemos não dura muito tempo.
Após a animação das festas e confraternizações, começamos a cair em si que a roda da vida toma novamente o velho curso, e mais uma vez, de maneira cruel, retomamos os velhos hábitos (muitas vezes sabotadores, inclusive), os velhos sentimentos retomam seus espaços vazios, deparando-nos de maneira nua e crua com as antigas adversidades pessoais.
Se você reparar, vai ver que realmente poucas pessoas conseguem, efetivamente, realizar aquilo que se comprometeram na virada do ano novo.
E você consegue imaginar o porquê isso acontece?
Para começar, não posso deixar de mencionar o paradoxo de que as pessoas desejam “no fundo do coração” mudar sua vida, mas dificilmente se propõe a se auto modificar. De acordo com a neurociência, nosso cérebro tem preferência por prazeres momentâneos, ou seja, dificilmente vamos nos dispor a consistência. Um exemplo prático para você entender melhor: A pessoa almeja um corpo de padrão socialmente aceito, porém ir até a academia TODOS OS DIAS, de maneira regrada e fazer uma alimentação mais saudável, requer disciplina e a famosa consistência. Para o nosso cérebro isso é desgastante, demorado e pouco prazeroso. É por isso que muitas pessoas desistem no meio do processo, e aí se frustram.
Além disso, para muitas pessoas, a dimensão das promessas pessoais se torna tão radical que acaba, praticamente, impossível de serem executadas. Em muitos casos, a necessidade pessoal de mudar é desesperadora e faz com que os desejos se tornem tão irreal, limitando drasticamente a capacidade de transformação pessoal, e principalmente, faz com que a pessoa não entenda a importância da caminhada mais lenta.
Com isso quero dizer que, mais importante do que “mudar a vida” com os comportamentos, é essencial mudar primeiramente os pensamentos. Vamos ser mais honestos consigo mesmo, e comecemos pelas pequenas coisas, preferindo iniciar pelas mais simples, adotando uma postura mais REALISTA. Opte por ações que sejam viáveis a curto-prazo e que permitam a adoção de um processo de “vida nova”, gradual e de maneira progressiva. Lembre-se: Pequenas mudanças são mais simples de serem praticadas, pois cobram um “pedágio” menor.
Outra dica é buscar uma mudança de cada vez, respeitando seus limites e suas variações externas. > Faça uma meta, cumpra, inicia outra meta. <
Portanto, mais meritório do que a mudança psicológica propriamente dita, é a manutenção e consolidação de nossas ações a atitudes.
Arrumar o armário não será uma tarefa fácil, mas tenha em mente que arrumando uma gaveta por vez, respeitando os espaços e contratempos, se alcança um todo. Leve isso pra todas as áreas da vida!
Que o ano novo possa, verdadeiramente, habilitá-lo(a) para as novas ações. Vem 2020!

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