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Uma breve história sobre a Psicologia

BRUNA SANTORO MILANI | CRP 06/126178
Psicóloga (PUC-SP)

Aproveitando que no dia 27 de Agosto foi comemorado o Dia do Psicólogo, relatarei brevemente a história do surgimento da psicologia no mundo.
A psicologia nem sempre foi vista como uma ciência, muito pelo contrário, ela começou beirando as margens da filosofia e assim permaneceu por cerca de 2000 anos. Acontece que o ser humano sempre se interessou pelos mistérios envolvendo sua existência e também sempre buscou compreender o mundo que o rodeia – “De onde eu vim? Para onde eu vou? Quem sou eu? O que eu vim fazer nesse mundo?”.
Muitas perguntas sem respostas, que acabam por trazer angustias e inquietações inerentes ao ser humano (sentimentos esses, necessários para o processo evolutivo da busca do conhecimento).
Se formos por assim analisar, é possível afirmar que os mais antigos filósofos, eram, em sua essência, psicólogos, mesmo antes não sabendo disso e nem tendo o seu exercício regulamentado em lei.
O termo psicologia apareceu pela primeira vez em livros filosóficos em meados do século XVI, e o nascimento da psicologia, a principio, foi fruto de curiosidades sobre experiências místicas e reflexões acerca do desenvolvimento e diferenças existentes entre os indivíduos. O nome é formado de duas palavras gregas: ‘PSIQUE’ (alma) e ‘LOGOS’ (razão, estudo).
O interesse por encaminhar a psicologia para o campo da ciência se deu através de questionamentos que propõe que a vida mental é uma função do cérebro, ou seja, iniciou-se a hipótese de que a mente é resultado das atividades psicológicas, incluindo as atividades dos órgãos dos sentidos que ajudam o indivíduo a experimentar seu ambiente. Esta ideia fornece uma base para entender a psique humana até hoje. Alguns filósofos gregos responsáveis por repercutir tais reflexões são Hipócrates (460-370 aC), Sócrates (469-399 aC), Platão (428 / 7-348 aC) e Aristóteles (384-322 aC).
É verdade que o cérebro controla nossas experiências e comportamentos conscientes, porém essa afirmação não foi o suficiente para o filósofo francês René Descartes (1596-1650), que trouxe uma nova discussão para os interessados de que a existência da alma é uma entidade separada e independente do corpo.
Não muito depois dessa época, a psicologia começou a ser definida como “o estudo da mente”. A palavra mente era menos misteriosa e subjetiva do que a alma e, portanto, esta definição continuou por longos tempos.
Hoje em dia podemos enquadrar a psicologia como a ciência da alma, ou da psique, ou da mente, ou do comportamento. Na realidade, é um conjunto de funções que se direcionam em três grandes grupos (vias): a via ativa (movimentos, instintos, vontade, hábitos, inconsciente), a via afetiva (prazer, dor, emoção, sentimento, amor, paixão) e a via intelectiva (sensação, imaginação, memória, associação). Essas três vias são responsáveis pelas funções que compõe o ser humano.
Faz-se necessário entender que não é finalidade da psicologia buscar fórmulas miraculosas para “curar a alma” e fazer com que as pessoas parem definitivamente de sofrer, até porque seria uma utopia acreditar nisso e uma enorme irresponsabilidade impor essa crença. Agora sim, a finalidade da psicologia essencialmente é entender a alma humana aprendendo a lidar melhor com as adversidades externas e com a própria existência.
O campo dessa área é muito vasto, encontra-se em atividades consagradas como psicologia clínica, escolar, hospitalar, social, atividades em pesquisas básicas, etc. Na verdade, a psicologia é uma ciência aplicada, mas também uma ciência básica de grande importância para qualquer campo de conhecimento.
A psicologia enquanto uma carreira é algo muito recente, pois a regulamentação da profissão de psicólogo aconteceu somente em 27 de agosto de 1962 (a data comemorada atualmente como sendo o Dia do Psicólogo).

“Não é suficiente ter uma boa mente: o principal é usá-la bem”.
René Descartes

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