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Poderoso Sumô

DIEGO ISIQUE CARVALHO | CREF 083300-G/SP
Formado em Educação Física | Licenciatura e Bacharel Especialista em Educação Física Escolar, Fisiologia do Exercício, Treinamento Desportivo e Musculação | Personal Trainer

Salve! Salve! O sumô é o esporte nacional do Japão, figurando no livro Kojiki (crônica do passado de 712 d.C.), como sendo uma luta entre dois deuses que se originou em 660 a.C. O sumô praticado atualmente segue exatamente as tradições e regras estabelecidas desde sua criação. E por este motivo continua homenageando os deuses, pedindo proteção e rezando para uma boa colheita, como se fazia no seu nascimento.

A luta em si é simples: acontece dentro de um círculo de 4,56 m de diâmetro sobre chão de terra batida, e perde a luta quem sair do círculo ou tocar o chão com qualquer parte do corpo que não seja a sola do pé. Uma luta pode levar de alguns segundos a até 3 minutos no máximo, em média o combate tem a duração de 30 segundos.
Entretanto, o que parece ser tão simples e rápido, tem uma tradição que já dura séculos, segredos profundos, preparativos demorados e extenuantes, organização fantástica e envolve cifras astronômicas.
O mundo do sumô é especial e único. Os lutadores (conhecidos como rikishis) se agrupam em academias onde comem, dormem e principalmente, treinam. Entram na academia aqueles que forem aprovados no rigoroso e concorrido exame e tenham entre 12 e 15 anos de idade. Ao partirem para essas academias os aspirantes despedem-se dos familiares e amigos como se partissem para uma grande aventura. Acordam às 5 horas da manhã e treinam rigorosamente até 10 horas. É hora da primeira refeição do dia: o prato também é especial e único: o “chanco-nabe”, um ensopado com carnes, legumes e vários ingre-dientes japoneses. Após essa refeição, um rápido descanso, e mais treinos rigorosos. À noite, mais “chanco-nabe”, e depois a noite é livre. Todos tomam banho no mesmo “ofurô”, banho de imersão. Os novatos dormem no chão coberto com tatame e só os mais graduados possuem aposentos individuais. Como todos são gigantes (média de 150 kg na divisão superior), as instalações precisam ser reforçadas. Cabe aos novatos as faxinas, auxiliar os veteranos, etc.
A temporada oficial anual é composta por seis campeonatos que duram 15 dias. Ao todo são aproximadamente 850 lutadores, divididos em seis categorias. A categoria máxima tem 42 lutadores, e estes recebem salários, têm seus fãs clubes e ostentam cabeleira especial, o símbolo do lutador de sumô, o “oicho”. Na cultura japonesa, os yokozuna (campeão dos campeões), que nunca são rebaixados, são considerados semideuses, e gozam de todas as regalias. Eles chegam a ter mais prestígio junto ao Imperador do que o próprio primeiro ministro, não precisando nem marcar audiência para serem recebidos pelo Imperador. No Brasil, o primeiro campeonato da modalidade foi realizado em 1912, na cidade de Guatapará. O Campeonato Brasileiro de Sumô é realizado há 50 anos e alguns brasileiros lutam profissionalmente no Japão.
Fonte:  www.culturajaponesa.com.br
Grande abraço a todos e até a próxima.

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