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Acidentes com animais peçonhentos: cobras e escorpiões

RODRIGO EDUARDO DE BORTOLI | CRMV-SP 14.640 | Médico Veterinário

Devido ao aumento no número de atendimentos e ocorrências dessa natureza, escolhi esse tema para ser o assunto dessa edição.
Um assunto assustador e apavorante, dado à casuística elevada das últimas semanas em nossa rotina clínica, somente na última semana foram 3 casos por cobras e 4 por escorpiões.
Alguns sinais na fase inicial podem confundir o proprietário/tutor, quanto ao tipo de animal que ocasionou a picada, são eles: dor local intensa, edema (inchaço), tontura, cegueira, salivação, etc.
Com o passar dos minutos, porém, os casos, normalmente se diferenciam, e os sintomas mudam à depender do tipo de cobra e ou escorpião (mais venenoso ou menos), assim também como a quantia de veneno injetado no animal. Pode ocorrer edema difuso, generalizado, ataxia (tremores), incoordenação, agressividade, hemorragias locais ou sistêmicas, necrose local, etc.
Quanto mais rápido for o socorro prestado e a excelência no diagnóstico e tratamento, maiores as possibilidades de controle contra os efeitos do veneno.
O aumento de acidentes relacionados a esses animais está diretamente ligado à falta de controle ambiental e também à época do ano, em especial às cobras. Clima quente e úmido propicia elas saírem de seus esconderijos e vagarem por áreas mais extensas, a busca por alimentos também estimulam.
Os casos de acidentes por cobra, a depender da espécie, são considerados bem mais sérios e emergen-ciais que em relação aos de escorpiões.
Soros específicos, internações, avaliação rígida e criteriosa do paciente quando da chegada do pa-ciente no consultório e um monitoramento cuidadoso e intenso durante o período de internação são essenciais para recuperar o animal. Por vezes, alguns animais podem ficar com sequelas em função do veneno.
Lesões neurológicas, renais, hepáticas, digestivas, estão entre as mais comuns.
Lembre-se sempre de procurar seu veterinário o mais rápido possível, pois, a maior parte de insucesso na recuperação do animal se deve ao tempo demorado entre o acidente e o socorro prestado.

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