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Envelhecimento: ‘‘todo bônus, tem um ônus’’

MONIQUE GISELE GASQUI – CRP 108849/06 – Psicóloga Clínica, especializada em Cognitivo-Comportamental

 

A velhice é um momento que exige mudanças e adaptações, nas quais estão presentes ganhos, perdas, potencialidades e limitações.

Os motivos que trazem o idoso para a clínica são inúmeros, entre eles estão os problemas de relacionamento, episódios depressivos, ansiedade, processos de luto, relacionamento familiar, necessidade de adaptação ou reabilitação diante de uma doença ou condição de dependência, anorexia, dificuldade para perder peso, sexualidade, perdas cognitivas, alcoolismo e aposentadoria.
Há diante de tudo isso duas visões opostas. Por um lado há os que veem a velhice como a “melhor idade”, construindo uma imagem positiva, na qual o idoso pode desfrutar da vida e do tempo, com saúde e vitalidade. Por outro, existem os que veem essa fase como decrepitude, marcada pela solidão, pelas limitações e pela dependência. Qualquer visão tem seus perigos!
Não se pode esquecer que uma visão estereotipada e negativa em relação ao próprio envelhecimento pode afetar negativamente o seu autoconceito e a autoestima do idoso, influenciando a forma como lida com situações da vida, suas perspectivas futuras, seu envolvimento social em atividades prazerosas e seus relacionamentos interpessoais.
“Envelhecer bem” depende de um delicado equilíbrio entre as perdas e os ganhos vindo com o envelhecimento. É preciso ainda compreender que cada fase tem seus desafios a serem cumpridos e isso não é diferente na velhice. É a velha frase do “todo bônus, tem um ônus”. À medida que envelhecemos, ganhamos mais em serenidade e em experiência, e isto ajuda a lidar com as durezas da vida e as perdas seriam as limitações de cada um.
O problema maior vem quando o cliente quer negar essa fase e fica apegada a uma imagem de juventude que o próprio corpo físico não suporta mais e então sofre por não querer seguir adiante, ou ainda, acredita que não existe qualquer desafio e realização pessoal e se entrega ao tempo e a espera pela finitude, sem planos e metas para o futuro.
Olhem ao seu redor! Estamos envelhecendo! E aceitar isso não é o “fim do mundo” ou o ‘fim da vida”, e isso tem a ver com o aumento da expectativa de vida em geral, não só no Brasil. As projeções em pesquisas mostram que para 2030 o número de idosos será maior do que o número de crianças com idade até 14 anos. Para 2055, a expectativa é que a população idosa supere o número de crianças e jovens com até 29 anos de idade.
O que é envelhecer para você? É ter cabelos brancos e rugas? É “ganhar sabedoria”? Aproximar-se da morte? É se aceitar? Ou ainda… Perder em capacidade física?
O envelhecimento começa desde o momento em que nascemos e a independência e a autonomia vão mudando à medida que crescemos e envelhecemos.
Uma dica é viver da maneira mais verdadeira e se vincular com quem você realmente é e assumir a responsabilidade pelo seu bem-estar, seguindo assim, poderá viver com mais qualidade.

Sobre Flavio Camilo

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