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Abuso e dependência de Substâncias Psicoativas

drogas netMONIQUE GISELE GASQUI
CRP 108849/06 – Psicóloga Clínica, especializada em Cognitivo-Comportamental

 

Substâncias Psicoativas são aquelas que alteram o psiquismo. Estas drogas possuem potencial de abuso, necessidade de doses crescentes da substancia para atingir o efeito desejado, abstinência, compulsão para o consumo e a dependência que é uma síndrome composta de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos no qual o uso de uma substancia torna-se prioritário para o indivíduo em relação a outros comportamentos que antes tinham maior importância. Exemplo: usar a droga ao invés de fazer atividade física.
A droga entra muitas vezes na vida de uma pessoa como uma compensação da incapacidade para atender a tantas demandas ambientais. Ex: exigências no trabalho, em casa, estudo, responsabilidades, a velocidade do tempo, a intolerância as perdas, as incertezas da vida, a necessidade da perfeição e injustiças. Aqui, dei alguns exemplos apenas, mas existem milhares de acordo com cada um, mas, tudo que citei, já gera stress e depressão.
Temos uma realidade perante tudo isso que digo sempre aos meus clientes: não podemos controlar os eventos que acontecem na nossa vida, o que nos resta é aceitar. Aceitar que somos fracos perante de tudo isso é difícil! E muitos deles recorrem à droga como forma de alívio, prazer e satisfação.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o maior risco são aquelas pessoas sem informações adequadas sobre drogas e seus efeitos; com uma saúde deficiente; insatisfeita com a qualidade de vida; com personalidade fragilizada ou inadequada e de fácil acesso às drogas.
As principais crenças dos usuários são: “Será mais divertido usando”; “Beber me relaxa”; “Sou chato de cara limpa”; e “se cheirar ficarei divertido e todos gostarão de mim”. Cabe ao Psicólogo ajuda-los a terem pensamentos mais adequados ou adquirirem habilidades sociais. Ex: é tímido numa festa, ajuda-lo a ser mais desinibido e solto gradativamente.
O uso continuado ou a recaída ocorrem com a frustração, culpa, auto recriminação, como “eu sou um fraco mesmo”, o que gera um plano de ação para conseguir a droga e facilita ainda mais quando se ouve essa fala “foi um dia difícil, acho que mereço ou logo eu vou parar” e ocorre uma fissura, um desejo intenso ao uso da droga.
A Intervenção Psicológica deve ser sempre muito afetiva, sempre abordar a disposição do cliente ao longo do processo psicoterapêutico, pois é fundamental para eles aderirem ao tratamento e na formação da aliança terapêutica (terapeuta-cliente).

 

“O poder de um toque, um sorriso, uma palavra afetuosa, um ouvido atento, um elogio sincero,
um pequeno ato de cuidado não devem ser subestimados, pois tem o poder de mudar uma vida.”
Leo Buscaglia

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