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Transtorno de Personalidade Dependente: medo patológico do abandono

dependente netMONIQUE GISELE GASQUI
CRP 108849/06
Psicóloga Clínica, especializada em Cognitivo-Comportamental

 
O Transtorno de Personalidade Dependente tem início na idade adulta e é frequente em mulheres. A personalidade de uma pessoa dependente é caracterizado por uma forte necessidade em se sentir cuidado, protegido e próximo dos outros.
Sendo assim, há uma grande dificuldade em sentir-se autônomo, pois torna-se difícil levar a sua vida para a frente e cuidar-se de si próprio sozinho e, com isso tende rapidamente a procurar alguém que o possa apoiar e proteger.
Devido a tudo isto, gera uma enorme angústia, e é como se não fosse possível viver na solidão, como se as coisas não fizessem sentido sem alguém que possa cuidar de si ou garantir-lhe segurança. É daí, que nasce o desejo e a procura constante de um companheiro que saiba lidar melhor com a vida e que o possa proteger, e quando surge a pessoa amada, o dependente chega a abdicar dos seus sonhos, desejos e necessidades para que o outro goste de si e fique por perto. Para o dependente, é a pessoa ideal, reveste-se de uma enorme importância e não tem defeitos.
Porém, tendo esta personalidade dependente, aumenta o risco de se envolver em relações que acabam trazendo sofrimento e envolvendo em situações que podem ser muito incongruentes com os seus próprios valores. Pior é quando uma destas relações termina, a vida acaba e deixa de ter sentido, o que contribui para que se sinta mais triste, desolado, pouco confiante e seguro de si próprio.
O tratamento psicoterápico é individual, porque é a melhor forma para que se sinta seguro, compreendido e ajudado, porém existe a terapia em grupo, mas o meu foco é clínico.
O psicoterapeuta precisa trabalhar com o cliente no aumento da autoestima e autoconfiança; na melhora do humor e otimismo; diminuição da autocrítica; desenvolvimento da assertividade em substituição de comportamentos mais passivos; exploração dos recursos e interesses pessoais; promoção de autonomia; redução do medo do abandono; aumento da capacidade de gerir emoções; modificar a forma de lidar com a separação, crítica, desacordo, rejeição e solidão; aumento da sensação de tranquilidade interior e aprender a lidar com a ansiedade de forma construtiva.
Este é um trabalho que exige e leva tempo para se obter uma melhora significativa, dado que todo o processo de ajuda é centrado no cliente, nas características e na sua forma de ver o mundo e essa forma de olhar tem um impacto muito grande no presente e no futuro.
Uma das falas típicas de um dependente é:
…E do nada você me abandonou, olha o jeito que eu to…

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