Home / Notícias / Participação dos pais no tratamento Psicoterápico Infantil

Participação dos pais no tratamento Psicoterápico Infantil

FOTO ARTIGO DEZEMBRO netMONIQUE GISELE GASQUI
CRP 108849/06 – Psicóloga Clínica

 
No tratamento de crianças e adolescentes, quero enfatizar a importância da participação dos pais no processo psicoterápico.
Percebem-se na prática clínica que muitos deles não se envolvem no tratamento da criança, outros não sabem qual seu papel para contribuir com o processo e, outros, adotam uma postura superprotetora.
Afirmo que é impossível realizar psicoterapia infantil sem o trabalho com os adultos, pelo simples fato dos problemas das crianças ocorrerem muito mais frequentemente fora da terapia do que na sessão, ou seja, é preciso um trabalho conjunto entre pais e terapeutas para que falem e agem da mesma forma com as crianças evitando assim, informações distorcidas que contribuam para a redução da eficácia do tratamento.
O envolvimento da família serve de ganhos terapêuticos. Acontece que na prática nem sempre isso ocorre, pois, depende da motivação e disposição para a mudança dos pais em relação ao comportamento do filho ou a sua capacidade de efetuar mudanças positivas. Além disso, há expectativas e crenças distorcidas em relação à criança, a ansiedade dos pais sobre o tratamento e entre muito outros fatores.
Tudo isso é verificado pelo terapeuta na anamnese infantil somente com os pais, que seria uma entrevista ou coleta de informações, para um possível diagnóstico da criança, ou durante o tratamento quando são chamados no meio do processo do tratamento ou ainda para devolutiva.
Na adolescência não existe a anamnese, mas se for verificado necessidade de uma entrevista com os pais para esclarecer sobre a adolescente, são chamados e a participação é sempre ativa.
As intervenções com os pais nada mais são que uma psicoeducação sobre o transtorno da criança e adolescente e a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental – especialização com o qual o psicólogo trabalha, por exemplo); o manejo dos comportamentos inadequados da criança para ser ignorados e os adequados reforçados; redução da ansiedade dos pais; reestruturação cognitiva que identifica, reavalia os pensamentos disfuncionais dos pais; melhoria do relacionamento pais-criança e prevenção de recaída.
Em qualquer forma de tratamento com o profissional psicólogo, seja uma avaliação, orientação ou o próprio processo psicoterápico, faz-se indispensável à presença dos pais para o sucesso do tratamento, caso contrário, não há milagres.

Sobre avpgraficaejornal

Verifique também

Urupês se destaca na região por oferecer serviços de Cardiologia na atenção básica do SUS

Cardiologista urupeense atua no município trazendo nova especialidade aos moradores A Saúde de Urupês possui …

%d blogueiros gostam disto: