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Cemitério dos Esquecidos é xodó das irmãs Bértoli

reforma cs 103 netUm território sagrado existente em meio a uma mata nativa sobrevive de forma revigorada há mais de 100 anos, em Sales. O trabalho a-liado ao respeito e a força da fé contribuem para a beleza simples e a toda paz espiri-tual que repousam no Cemitério dos Esquecidos de Sales-SP, existente desde o final do século IXX.
As margens do rio Cervinho, numa mata fechada entre dezenas famílias de macacos, lagartos e centenas de aves respiram a harmonia de 115 sepultados que desbravaram e emanciparam junto com indígenas o município. O local onde os ancestrais estão perpetuados é voluntariamente cuidado todas as semanas pelas três irmãs sitiantes Ângela Maria Bértoli, Maria Luiza Bértoli e Geni Bértoli Takedo.
O trabalho das irmãs, que são católicas fervorosas, alia-do às manutenções realizadas pelo poder público mantém o local limpo, enfeitado e com um ar nostálgico de profundo respeito religioso. Ângela e suas duas irmãs há 6 anos zelam pelo local e no Dia de Todos os Santos (finados) investem particularmente em flores que embelezam ainda mais o cemitério.
“Temos uma fé espiritual grande e tivemos esta intenção de preservar, cuidar e enfeitar este campo santo. Aqui a paz nos contagia e sabemos que a história da nossa cidade e até da nossa região se iniciou e se mantém. Nos últimos anos não estamos nem tendo muito trabalho, pois a prefeitura tem ajudado na preservação, mas antigamente tínhamos muito mais trabalho, pois ele era quase abandonado. O trabalho era dobrado”, disse a religiosa.
Para Geni, o trabalho de manutenção do Cemitério tem, de forma religiosa, ajudado na melhora da saúde da matriarca familiar, a dona Luiza Gaioto Bértoli que possui Alzheimer há alguns anos. “As vezes trazemos nossa mãe conosco e é notório que entre algumas variações dos sintomas do Alzheimer ela tem melhorado, acho que é uma terapia pra ela, além disto nosso pensamento positivo com muita fé em Deus tem causado uma espantosa melhora na saúde dela”, revelou a irmã.
A terceira irmã tem um afeto especial pela capela, e junto com a tia Dirce Faveli Bértoli levam toalhas para o altar, varrem e conferem a localização dos itens históricos, além de ajudarem na manutenção do cemitério. “Alguém tem que cuidar da nossa história e gostamos muito de trabalhar em harmonia com a natureza”, disse Dirce mostrando uma família de macacos que passeavam pelas covas durante a conversa.
Assim! Simples, limpo e natural, repleto de animais e árvores, o cemitério acumula os amanhecer e entardecer dos antepassados e indígenas destas terras, muito antes até de se chamar de Sales.

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